<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2763686134162005304</id><updated>2012-02-16T09:41:23.975-08:00</updated><title type='text'>OPINIÕES</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Arménio Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05978390638729212106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZ6Od24XA5I/AAAAAAAAA3I/tWHFmSIFJ_s/S220/vasconcelos.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2763686134162005304.post-515216267713598609</id><published>2009-03-02T02:56:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T02:58:57.383-08:00</updated><title type='text'>PARA ALÉM DO RIO</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A arte é como uma boa música e porque estas duas manifestações se conjugam, saciam a minha sede”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arménio Vasconcelos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A presente obra do autor Arménio Vasconcelos denuncia um belo diálogo entre a natureza e a arte vivida desde as suas raízes mais remotas «Só quem conheça o Monte de São Macário, as Serras da Gralheira, da Arada, da Freita, do Montemuro, os Vales da Paiva e do Sul, poderá melhor compreender o poeta e os temas preponderantes da sua poesia». Em Além do Rio, no concelho de Castro Daire, o fundador e director da Casa-Museu Maria da Fontinha, Dr. Arménio Vasconcelos reúne uma colecção de artes plásticas que vai além fronteiras. Entrelaçando ideias e sensações, busca a simplicidade pura e eterna da memória colectiva de um povo - o povo do mundo. Na obra do escritor há um diálogo constante com outras artes, desde a música à pintura, escultura, eventualmente, inspirado nos sons, cores e emoções da natureza. E é «na recôndita aldeia de Além do Rio, (…) perante uma paisagem encantadora de risonhos vales entre colinas de curvas brandas,(…)» no local da Casa-Museu, onde «estão patentes milhares de peças de Arte: quadros a óleo, aguarelas, pastéis, guaches, desenhos, esculturas em pedra, em terracota, bronze e madeira, de centenas de autores, entre os maiores artistas portugueses e brasileiros». No dia 23 de Julho de 2005 assistimos no sublime Pólo cultural de Castro Daire “Casa-Museu Maria da Fontinha” a um encontro de todo um universo de cores, melodias, momentos, realidades, pulsões e gerações. É aqui que o autor das obras “Notas sobre a vida e obra do Padre António Vieira”, “para além do rio”, “na Hélade, em busca do passado”, “De Leiria partidos-Em mim presentes” traça um caminho sem barreiras étnicas, mas é a partir das palavras rendilhadas que o discurso poético nos recria o mundo de outras gentes, outras histórias, de outras cores, outras terras e sabores. Neste dia, no auditório, existiu um diálogo entre «a arte divina da natureza e a arte quase divina do homem». Num interminável processo de criação, recolhemos discursos poéticos ilustrativos, Música de Câmara interpretada por alunos da Escola Profissional de Artes da Beira Interior-Covilhã, Poemas, Momento da Palavra, Momento do Teatro, onde a natureza humana impelida pelas emoções quotidianas, que nos diferenciam e nos concedem enfoques informativos, supera todo o desvario do mundo quando nos deparamos com obras autênticas de sensibilidade sem fronteiras.&lt;br /&gt;Arménio Vasconcelos na sua obra valoriza a palavra, irrompendo com intensidade e subtileza a harmonia que estabelece entre o homem e a natureza «Levo comigo debaixo do braço/Todas as minhas emoções./Não pesam nada./Mas são tantas/Que se abraçam por falta de espaço./…». Privilegia o espaço, o conteúdo e o ritmo na linguagem poética como fazendo parte de um corpo. O sentimento e a consciência da morte, da infância e do conflito da terra sustentam significados, memórias e lembranças na poesia do autor «As cerdeiras estão nuas./As folhas caíram/ Como lágrimas/E entapetam/E amaciam os teus passos./Que saudades, Pai./Dos teus conselhos./Dos teus abraços./…». Consolidar laços é um caminho que, necessariamente, teremos que percorrer se consagramos a vontade de assegurar a paz. O que hoje vos propomos é um conjunto de algumas leituras, significativas no conteúdo, discursos poéticos ilustrativos, com mensagens culturais. Assim reavivemos neste espaço de divulgação a componente recreativa, cultural e de lazer, através das obras de alguns autores.&lt;br /&gt;As nossas sugestões para esta semana:&lt;br /&gt;• Na Hélade em busca do passado / Arménio Vasconcelos. - 1" ed. - Além do Rio - Castro Daire: Liga de Amigos da Casa-Museu Maria da Fontinha, 2004. - 187, [2] p.: il.; 25 cm&lt;br /&gt;• Educação tecnológica nos anos 90 / Joaquim Azevedo, Prefácio de Augusto Santos Silva. - Rio Tinto: Ediçöes Asa, 1991. - 207 p.; 21 cm.;. - (Colecção Em Foco;7)&lt;br /&gt;• Atitudes valores culturais desenvolvimento / Augusto Santos Silva...[et al.]. - Lisboa : SEDES-Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, 1988. - 153 p.;20 cm.;. - (Cadernos SEDES;2)&lt;br /&gt;• Serra-Mãe / Sebastião Artur da Gama. - 4ª ed. - Lisboa: Ática, 1972. - 147, [2] p.: il.; 20 cm. - (Poesia; 1).&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2763686134162005304-515216267713598609?l=armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/feeds/515216267713598609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/2009/03/para-alem-do-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default/515216267713598609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default/515216267713598609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/2009/03/para-alem-do-rio.html' title='PARA ALÉM DO RIO'/><author><name>Arménio Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05978390638729212106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZ6Od24XA5I/AAAAAAAAA3I/tWHFmSIFJ_s/S220/vasconcelos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2763686134162005304.post-8694349339054012078</id><published>2009-02-26T02:53:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T03:03:16.291-08:00</updated><title type='text'>Preciosidades Para além do rio</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edir Meirelles (*)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;“A arte nasce quando viver não é&lt;br /&gt;suficiente para exprimir a vida.” A. Gide.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;strong&gt;Para além do rio&lt;/strong&gt;”(1) é o título da obra do irrequieto português, homem de cultura, poeta, colecionador, mecenas e agitador cultural Arménio Vasconcelos. Um livro onde, além dos poemas, se encerram fotos de variadas obras de arte, todas pertencentes à coleção da Casa-Museu Maria da Fontinha. Esta instituição foi criada pelo próprio autor, possui um acervo expressivo e valioso, com cerca de quatro mil obras, sendo que mais de cinco centenas delas são de artistas brasileiros, aberta à comunidade e à lusofonia. O texto poético é inteiramente dele, enquanto que as obras de arte (pictóricas, fotográficas, esculturais e/ou arquitetônicas) são compartilhadas com inúmeros artistas - portugueses, brasileiros e de outras nacionalidades.&lt;br /&gt;Arménio e Cilita, sua encantadora musa, vivem nas Varandas de Lis, sítio onde construíram um recanto paradisíaco, situado às margens do rio Lis, nas cercanias da cidade de Leiria, em Portugal. Todo constituído por espaços aprazíveis, contemplado com obras de Arte: alamedas, repuxos, cantinho dos poetas, Hélade, anfiteatro. Tudo em estilo grego e de muito bom gosto.&lt;br /&gt;O livro é um primor artístico, seja pela excelência da diagramação e qualidade gráfica impecável, seja pelo papel acetinado de alta gramatura. Mas, sobretudo pela impressão em policromia de alta qualidade dando mostra da sua vitalidade artístico-visual. Acrescente-se ainda, um anexo em material sonoro de alto nível profissional. O autor é um homem de grande sensibilidade artística, de um lirismo envolvente, com grande poder de síntese e criação poética. Sua temática é densa e abrangente.&lt;br /&gt;Eis uma mostra de seu talento:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;VEM AMOR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem o Amor&lt;br /&gt;Pelas ruas da Primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára no meu jardim&lt;br /&gt;E olha para mim.&lt;br /&gt;Vem cantando alegrias&lt;br /&gt;De quem é feliz”... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arménio Vasconcelos, o Poeta do Lis, tem um vocabulário preciso, uma musicalidade que encanta, um ritmo que sensibiliza a alma do leitor. É capaz de belas metáforas e contra-pontos numa alma nostálgica e/ou amargurada.&lt;br /&gt;Observe os extratos a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;PARTIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chumbo pesa-me na alma&lt;br /&gt;E é leve o céu azul safira&lt;br /&gt;E as névoas esvoaçantes&lt;br /&gt;Tornam-se cinzentas:&lt;br /&gt;Porque ela vai partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MEU ALECRIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o aroma&lt;br /&gt;Que ficou comigo&lt;br /&gt;Contigo fique também&lt;br /&gt;De forma que&lt;br /&gt;Para sempre&lt;br /&gt;Possa esperar-te&lt;br /&gt;E dar-te as boas vindas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na organização da obra, os poemas se intercalam com as estampas e se agrupam por capítulos: dos amores, das gentes, das terras, da vida e da morte. Para exemplificar: das gentes, trata dos que se foram, dos amigos, de gente que é gente. Há também espaços para gente do povo – artesãos, jardineiros, lavradores sofridos no arado e o homem das vinhas calcinado no cultivo da terra. Abrange ainda grandes nomes das artes, dos sonhadores, pensadores.&lt;br /&gt;A certa altura o autor afirma poeticamente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;“Vejo-te Torga,&lt;br /&gt;do tamanho do mundo.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arménio vai às fontes mais seguras, autênticas e sinceras. Embriaga-se nas pegadas da infância. Evoca com maestria poética as reminiscências, as peraltices de quem teve infância afortunada. Seu texto é um poço de telurismo embasado nas melhores raízes da cultura lusitana. Mas é, ao mesmo tempo, um poeta universal. O vate da Fontinha bebe nas origens ao palmilhar o próprio passado. Ressuscita sua juventude e retorna às quintas mais caras de sua existência.&lt;br /&gt;Podemos degustá-lo nesta estrofe:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;REGRESSO À FONTINHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado, corri ao “Fragal” e à “Covinha”&lt;br /&gt;Como se fosse jovem que não se cansa.&lt;br /&gt;Saltei vales, fragas, regatos, na esperança&lt;br /&gt;De mitigar tanta sede da Fontinha.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim é o Poeta do Lis, um artista múltiplo, lírico, sonhador, capaz de evocar preciosidades da sua vivência e da sua imaginação fértil: rios, granitos, grutas, penhascos e transformá-los em ricos versos para apreciação dos estudiosos pósteros. Amigo e cultor das Letras, das Artes, da História. Um apaixonado, conhecedor e atilado colecionador de obras de arte, um divulgador incansável das cousas brasílico-portuguesas. Um valoroso artista na luta pela integração cultural entre as duas nações. Mas, é também, um aficionado pela história e pela cultura gregas – fontes imprescindíveis para o conhecimento da civilização ocidental. Sobressai com seu humanismo pujante, a realçar o homem na sua finitude, sua relação com a gleba, a dura jornada nas aldeias, o trabalho nos vinhedos e a perene luta com a adversidade da natureza. Em sua preocupação com o gênero humano, repensa o Homem e seu relacionamento com o Universo. No linguajar deste castrense há um permanente filosofar sobre a vida, a história, e a Humanidade. Medita o seu semelhante na profundidade do eu, como se fora o espelhar da própria alma. Preocupa-se com o social, com os problemas que afligem a todos nós. Ao assim proceder, escritura sua mensagem para a pessoa amada e também para as gerações vindouras:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;HOJE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Escrevo para toda a humanidade&lt;br /&gt;E para ti, a quem melhor conheço,&lt;br /&gt;Em especial”. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grandes artistas plásticos estão representados em sua obra:&lt;br /&gt;Alves de Sá, Claude Monet, Francisco de Goya, José Malhoa, Simão da Veiga. Entre os brasileiros, destacam-se: Di Cavalcanti, Isabel Nascimento, Maria Alcina, Ney Tecídio, Vera Figueiredo.&lt;br /&gt;  Arménio é um homem antenado com o seu tempo. Capaz de vislumbrar &lt;strong&gt;para além do rio&lt;/strong&gt; de seu tempo. Tem consciência da importância do fazer cultural. É sabedor da força da Literatura e das Artes em geral. Faz de sua divulgação uma arma poderosa na aproximação dos povos, em especial, as nações da lusofonia. Um homem umbilicalmente ligado às artes, à beleza, à força da natureza – de onde extrai sua energia vital. Com essa expressividade temática encerra com chave de ouro a sua obra:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;ENERGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem, sonha, ama, pensa, cria.&lt;br /&gt;Porque dotado de cósmica energia.&lt;br /&gt;Mesmo antes de nascer... já ele vivia.&lt;br /&gt;E após morrer, renasce dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda a eternidade...”  &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como asseverou o grande filósofo alemão, Friedrich Wilhelm Nietzsche: “Nenhum escritor, artista, tolera a realidade”. Ora, o artista, como visionário que é, interfere nesta realidade através do talento, da inspiração artística e do poder criativo, incorporando nela os seus sonhos.&lt;br /&gt;Pela Arte se preserva a memória de um povo e, eventualmente marca uma determinada época. Portanto, não existe maior riqueza a deixar a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos de que as variantes das obras de arte. &lt;strong&gt;Para além do rio&lt;/strong&gt; é um repositório de preciosidades culturais que o autor oferece aos estudiosos atuais e do futuro.&lt;br /&gt;Assim é o poeta Arménio Vasconcelos: inspirado, virtuoso, telúrico, universal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vila de Noel, RJ, novembro de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Poeta, contista e romancista. Presidente da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) e Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (SEERJ) no período de 2001 a 2004.&lt;br /&gt;(1) Edição da Liga de Amigos da Casa-Museu Maria da Fontinha, Além do Rio, Castro Daire – Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2763686134162005304-8694349339054012078?l=armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/feeds/8694349339054012078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/2009/02/preciosidades-para-alem-do-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default/8694349339054012078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default/8694349339054012078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/2009/02/preciosidades-para-alem-do-rio.html' title='Preciosidades Para além do rio'/><author><name>Arménio Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05978390638729212106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZ6Od24XA5I/AAAAAAAAA3I/tWHFmSIFJ_s/S220/vasconcelos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2763686134162005304.post-511930039028843412</id><published>2009-02-26T02:41:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T02:52:42.282-08:00</updated><title type='text'>Apresentação do livro “ Na Hélade em busca do passado”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este livro é o resultado de uma viagem que em Maio de Arménio Vasconcelos empreendeu à Grécia antiga. Mas esta é uma viagem especial. Munido da máquina fotográfica de que resultaram as fotografias com que ilustrou estas páginas e do gosto enorme que sempre teve pela cultura helénica, partiu através do tempo, dos lugares e da história intelectual em direcção ao berço da nossa civilização, ao omphalos, centro da terra de onde tudo emana. Ir à Grécia é regressar à origem, (in Corcira pag.19) é satisfazer a ânsia de autoconhecimento que T. S. Eliot verbaliza dizendo: &lt;em&gt;Chegar ao local de partida / E conhecê-lo pela primeira vez....&lt;/em&gt; ou, segundo o psicólogo James Willman, &lt;em&gt;regressamos à Grécia para redescobrir os arquétipos da nossa mente e da nossa cultura.&lt;/em&gt; Na realidade, os temas da Grécia antiga têm permanecido no imaginário dos poetas do Ocidente, tendo daí resultado as mais diversas obras de arte.&lt;br /&gt;Este livro de Arménio Vasconcelos é disso um exemplo. Nele o poeta deleita-se na contemplação da paisagem real - natureza, monumentos, lugares sagrados da religião ou da lenda como Dodona (p.31), Delfos (p.55), Súnio (p.93), Athina (p.157), Skilúndia (p.159, 161, 163). Diz em determinado passo: &lt;em&gt;São os clássicos templos que visito / não os caiados hotéis do Egeu...&lt;/em&gt; Contudo, o entusiasmo por esta paisagem real vai servir de alavanca que o incita à contemplação da paisagem espiritual e intelectual, de onde brota não só o ideal de justiça, de liberdade, de sabedoria, heroísmo (no livro perpassam deuses como Zeus (p.139), Apolo(p.139), Atenas, Diónisio, etc.) mas também de beleza e arte.&lt;br /&gt;Vejamos como o faz.&lt;br /&gt;A expectativa ansiosa do encontro leva-o a sentir uma necessidade de purificação, de desnudamento. Despoja-se, assim, de tudo o que é supérfluo e, alheando-se do que o rodeia, deixa que o silêncio o invada para que aquele momento possa ser vivido mais plena e intensamente. Assim, no poema &lt;strong&gt;Sonho&lt;/strong&gt;, p.155 diz: &lt;em&gt;vi o retrato do vazio /e o silêncio a correr. E isso me bastou&lt;/em&gt;. Com esta atitude estará a preparar-se para receber a poesia que se desprende de tudo o que vai ver pois, segundo palavras da Sofia de Mello Breyner, &lt;em&gt;não há poesia sem silêncio, sem que se tenha criado o vazio e a despersonalização. &lt;/em&gt;Esta ideia é expressa da seguinte forma no poema &lt;strong&gt;Entre Dodona&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Delfos&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A brisa, de súbito, embala as folhas. / A atenção segue o vento que deixo de sentir /E fico como estava. / Ainda mais só.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E logo a seguir vai explicar, em frases claras e directas com que personifica e se dirige à Hélade, o que espera desse momento. Não é apenas a alegria da chegada, mas um verdadeiro encontro em que haja reciprocidade e empatia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quero que me olhes / Quando eu te olhar / Olhos nos olhos nesse encontro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E esse estado de intensa expectativa leva-o a começar a sentir antecipadamente o que vai viver. E diz então:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que saborosos serão os encantos / Que sei tens para me dar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, a partir daqui, o autor vai penetrar no âmago da Grécia (&lt;em&gt;revejo o que a Grécia tem no seu âmago pag.27&lt;/em&gt;). O ímpeto que o move é tão grande que sente vontade de se confundir com a natureza que o extasia, como o céu, as árvores, os montes e com todo o legado histórico e cultural que ali encontra e, algumas vezes, exterioriza essa emoção recorrendo aos sentidos e beijando as coisas que o cativam. O trecho seguinte é um dos exemplos em que o manifesta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...As folhas verdes do carvalho que mastigo / Para comungar por inteiro / Com o céu, os montes e aquele chão /Onde me deito / E beijo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Algo semelhante se encontra no poema &lt;strong&gt;Na Igreja de Meligi, na Aldeia do Siosos Dimitrius&lt;/strong&gt; onde assiste a uma cerimónia em rito bizantino e que nos descreve do seguinte modo: &lt;em&gt;O fragrante perfume do incenso toquei/ o hexáptero serafim/ e as pratas e os dourados ícones beijei&lt;/em&gt; (33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Meteora&lt;/strong&gt;, todas as interrogações da vida se diluem perante o belo que o eleva - assim com aos monges que ali habitam - ao todo, ao sublime. Isto é conseguido através de frases sóbrias, mas claras e incisivas:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vacilo entre a luz e a sombra / Entre o real e o sonho / Não sei o que é e não é. / Só sei que é belo!/ E isso me basta/ Para seguir em ascese.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Paulus, em Korinto&lt;/strong&gt;(121) ouve a voz de S. Paulo cuja palavra é descrita como água que mata a sede à terra donde brotam flores cuja beleza é tal que se confundem com o céu &lt;em&gt;na cor e na pureza/ no amor e na certeza.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Neste outro exemplo, o autor, encontrando-se em sintonia total com a beleza da natureza que o rodeia, como que se transforma no poema pelo sentir. É o que diz no poema intitulado &lt;strong&gt;Perto de Krestena.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;O azul safira Do céu /O verde esmeralda Dos horizontes / A quietude cinzenta Das pedras cansadas / O bulir da vida Na paz da natureza: / Sinto o poema /Que não escrevo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O poema &lt;strong&gt;Olímpia&lt;/strong&gt; transmite um estado de êxtase perante a natureza, obra que é verdadeira e, talvez por isso, divina e pura. E, como se a verdade tivesse o dom encantatório de o elevar e engrandecer transformando-o em divino, ele vai sentir-se um vencedor, um herói, como os que são aclamados e coroados de oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero deter-me aqui&lt;br /&gt;A olhar a natureza&lt;br /&gt;Os carvalhos, as oliveiras&lt;br /&gt;Os ciprestes e os pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o céu azul limpo de nuvens&lt;br /&gt;E o sol pintando quadros&lt;br /&gt;De roxas cores liláses e de fogo&lt;br /&gt;Brilhantes, de molduras amarelas&lt;br /&gt;Num cenário iluminado, celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero deter-me aqui&lt;br /&gt;Porque o que vejo não me engana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, abençoada pelos deuses, divina e pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são meros devaneios.&lt;br /&gt;E as recordações que ficarem&lt;br /&gt;Darão a conhecer-me&lt;br /&gt;Desta singular volúpia:&lt;br /&gt;Nua, inteira,&lt;br /&gt;Que neste lugar me domina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fora -fui-o?- vencedor&lt;br /&gt;Aclamado no Estádio&lt;br /&gt;Com a coroa de oliveira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estes são apenas alguns exemplos em que o autor de deleita na contemplação da paisagem real. É, contudo, a paisagem espiritual e intelectual que nos permite discernir nele os reflexos da grande fonte de inspiração de toda a cultura ocidental. É assim que, no poema da pág. 81, o vemos a deambular na &lt;strong&gt;Ágora de Atenas&lt;/strong&gt; de barba raspada e trajado com uma túnica de cor púrpura, para se sentir um entre os muitos sábios que se reúnem em torno de Sócrates e Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqui vesti minhas túnicas&lt;br /&gt;De cor púrpura.&lt;br /&gt;Raspei a barba hirsuta&lt;br /&gt;Dos longes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenrolei códices de&lt;br /&gt;Indecifráveis idiomas&lt;br /&gt;E ouvi palavras&lt;br /&gt;Doutas e profusas&lt;br /&gt;Dos sábios.&lt;br /&gt;Era o V século&lt;br /&gt;Cúme do pináculo do saber.&lt;br /&gt;Tudo adornado pela Arte................&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, esta viagem ao encontro do passado mais não é do que uma viagem ao encontro da beleza e da arte. E tudo ganha vida perante o seu olhar. Não é só a beleza da paisagem grega, sentida, como já se viu, através das flores, dos montes, do céu e do canto das cigarras (constante da paisagem grega cujos ecos se encontram em muitos poetas), que está no coração do seu poema. O belo desprende-se ainda das pedras que pisa, dos templos que vê e das inúmeras esculturas que por todo o lado pululam e cujo porte estático dentro de si ele transforma emprestando-lhes alma e movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No poema &lt;strong&gt;Ilha de Egina&lt;/strong&gt;, a sua emoção perante a beleza do Templo que vê é tão grande que o personifica e, jogando com a palavra alto, o considera imanência divina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Athena Aphaia / busca o céu /Alto, no alto de Egina. /E daquele alto, o alto/ Templo pagão /comtempla/ O chão, a oliveira/ E o mar. / Imanência divina, /Consentida por Deus.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Noutros textos, é essa beleza que serve de alavanca que o transporta ao divino. No caso do poema &lt;strong&gt;No Tholos&lt;/strong&gt;, como em muitos outros, isso acontece através de um profundo estado de contemplação que o alheia de tudo que o rodeia:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perante o Tholos / Fico quedo e cego / alheado de tudo o que é real.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Só assim subo / No tempo / Ao Templo / Celestial.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No poema intitulado &lt;strong&gt;Escultura Grega&lt;/strong&gt; (p.85) o seu entusiasmo pela arte é-nos transmitida com a afirmação de que foi da união da arte com o amor que nasceu aquela imagem que, segundo ele, é uma forma pura, com alma, seguramente reflexo da alma do artista. Di-lo assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O escultor / não usou escopro nem cinzel / naquela sublime criação. / Deu calor ao corpo da pedra dura / Com calor do seu próprio corpo. / Abençoou-a / Com carícias e sopros lânguidos e mornos / Tornou a pedra macia /Dando-lhe as formas que sonhara e sabia...&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;Resultou por fim / A beleza da estátua / nascida da união da arte e do amor / Na ascese / da alma do escultor / A atingir a forma pura...insuflando da dele, vida à escultura.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por fim, quero chamar a atenção para o facto de o livro ser dedicado a Lucília Vasconcelos, sua mulher. Na realidade, para além dos sentimentos de amizade e admiração que demonstra em alguns poemas invocando personalidades como – Sophia de Mello Breyner, Guy Stoffel, Dr. Abílio Pereira de Carvalho – sente-se que nele perpassa um sentimento mais fundo, porque alicerçado nos elos fortes com que o amor enlaça as múltiplas vivências de uma vida de muitos anos em comum. É assim que no belo poema &lt;strong&gt;Naquela praia&lt;/strong&gt;, ele sente a nostalgia pela ausência da sua mulher e recorda pormenores do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voltei hoje à praia&lt;br /&gt;Do Peloponeso onde parámos&lt;br /&gt;A maré vasa.&lt;br /&gt;Sentei-me na pedra&lt;br /&gt;Onde nos abraçámos.&lt;br /&gt;Ela ainda guarda as marcas&lt;br /&gt;Daquele encontro.&lt;br /&gt;E nelas me sentei&lt;br /&gt;Abraçando a suave brisa&lt;br /&gt;Que vinha do sul.&lt;br /&gt;Não houve partilha&lt;br /&gt;Do abraço e do beijo.&lt;br /&gt;Colhi então, para recordar,&lt;br /&gt;O cheiro da maresia&lt;br /&gt;E um pedaço de sol&lt;br /&gt;Que me fez companhia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em epígrafe, pode ler-se o seguinte trecho de Goethe: &lt;em&gt;“O artista é aquele cujo espírito é sensível ao esplendor da harmonia eterna que rege o Todo. Esse esplendor é a Beleza; e a função do Artista é fixar o Belo na palavra, no mármore, nas cores, no som, a fim de que o Absoluto se manifeste em obras acessíveis ao comum dos espíritos mortais possibilitando-lhes, a eles também, a elevação ao Humano”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Com este livro, - viagem ao encontro da luz da cultura helénica -, o autor conseguiu fixar o Belo. Não no mármore. Não nas cores. Não no som. Mas na palavra. Foi essa a sua forma de permitir a manifestação do Absoluto, aquele que, segundo palavras de Sophia, &lt;em&gt;traduz a harmonia do cosmos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Parabéns, Arménio Vasconcelos, é um verdadeiro artista, um verdadeiro neogrego!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Celeste Alves&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2763686134162005304-511930039028843412?l=armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/feeds/511930039028843412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/2009/02/apresentacao-do-livro-na-helade-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default/511930039028843412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2763686134162005304/posts/default/511930039028843412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-opinioes.blogspot.com/2009/02/apresentacao-do-livro-na-helade-em.html' title='Apresentação do livro “ Na Hélade em busca do passado”'/><author><name>Arménio Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05978390638729212106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZ6Od24XA5I/AAAAAAAAA3I/tWHFmSIFJ_s/S220/vasconcelos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
